Ishgaard

More than a story… probably

E.E. Cummings

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Consegui finalmente comprar o xix poemas do E.E.Cummings.

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Escrito por Vítor

Maio 15, 2009 em 9:34 am

Publicado em A minha vida / My life

In the year 2020

with

Quem não se lembra de Connan O’Brien com um colar prateado ao pescoço na presença de um convidado a fazer a rúbrica “In the Year Two Thousand…” ? Ok, provavelmente ninguém se lembra porque têm mais que fazer do que ver a NBC, mas… a rúbrica era assim: eles punham os colares e em 2004..2005.. adivinhavam o que ia acontecer em 2000.

Quero fazer aqui o meu depoimento daquilo que acho que vai ser a próxima transformação da internet (perdoem-me os Toffler’s por fazer futurologia). Tendo por base que a velocidade de transmissão de dados vai continuar a aumentar, a tecnologia dos processadores idem e que cada vez mais haverá imagem nas redes sociais, quero prever o seguinte:

- O Twitter vai acabar. Não é prático, é stressante e nem toda a gente tem assim tanta coisa para partilhar de interessante na vida. A quantidade de gadgets que são precisas dominar para partilhar música e video são esmagadoramente chatas.

- Aparecerá um novo tipo de imagem tridimensional. A quantidade de cameras ligadas aumentará exponencialmente, ao ponto de diversos acessórios para além dos telefones passarem a ter camera (por razões de segurança, de gadgetismo ou outra qualquer.) isto provocará que em determinada zona (por exemplo, nos grandes centros urbanos) passará a existir uma compilação das imagens captadas em tempo real e será possível ver em tempo real a mesma área de inúmeros pontos de vista. Processadores evoluídos tratarão de compor os angulos não captadas com imagens menos actuais.

- Os blogs, deixarão de ser blogs na sua grande maioria. Passarão a ser vlog (video-blogs) ou pelo menos a ter uma grande quantidade de video associado, com imagens em tempo real por exemplo.

- Os motores de busca conseguirão pesquisar palavras ditas ou objectos em video. O reconhecimento de voz nas linhas de audio e o reconhecimento vectorial de objectos em imagem vai ser acelerado e com isto vamos poder pesquisar por “batman” e aparecerá como resultado dessa pesquisa uma lista dos videos onde essa palavra foi dita.

Este blog experimentará em breve (esperemos) a sua versão vlog. Só para verem quem manda na evolução. ;)

Escrito por Vítor

Março 6, 2009 em 10:36 am

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Lá em cima…

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Lá em cima não há nada, só pra começar.

Ou se calhar há, mas eu não sei. Se algum serviço posso prestar ao leitor, é este: eu não faço a ideia se em alguma altura vais receber a recompensa por teres sido mais ou menos comedido, prudente, precavido. Não sei. Da minha parte, já sabes com o que podes contar.

O que posso no entanto é partilhar alguns vislumbres sobre mitos que fui desfazendo ao longo deste terço (espero eu!) de vida que já vivi.

1) Levantar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer: Não me curei da sinusite por me levantar cedo. Da mesma forma nunca me deitei cedo e tenho 1,82m.

2) Grão a grão enche a galinha o papo: não conheço ninguém rico (ou de papo cheio) tendo ganho toda a vida o salário mínimo. As pessoas ricas que conheço enriqueceram todas com negócios import-export ou por fugazes mediatizações da sua pessoa.

3) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura: no mínimo chateia. O que não é hoje, não vai ser amanhã.

4) Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar: e melhor ainda é ter três ou quatro na mão. Infelizmente para isso, é preciso não desistir ao primeiro que se apanha.

5) Filho és pais serás, conforme fizeres assim acharás: a educação que dou ao meu filho em nada tem a ver com aquela que recebi.

6) Obedece e saberás mandar: quem é líder por natureza, é um péssimo obediente. Já com os “chefes” aplica-se.

7) Devemos viver o Presente, estudando o Passado e preparando o Futuro: Viver o Presente, só. Estudar o passado só serve para criar amarras, preparar o futuro é impossível.

8 ) A mentira só dura enquanto a verdade não chega: a mentira é a moeda universal. Todos a usam.

9) A preguiça é a mãe de todos os vícios: diz isso aos gajos que no 11 de Setembro se atrasaram 2 horas para o emprego nas Torres Gémeas.

10) A união faz a força: mas não faz a razão.

11) Antes quebrar que torcer: cuidado, porque a Natureza parte tudo o que não se dobra.

12) Quando é velho o cão, se ladra é porque tem razão: a antiguidade é um posto…na tropa.

13) Cada um por si, Deus por todos: ajuda Deus. Olha pelo teu próximo.

14) Com o fogo não se brinca: não há jogo mais quente que este.

15) Cuidados e caldos de Galinha, nunca fizeram mal a ninguém: a canja tem imensa gordura. É o pior que podes comer numa indisposição.

16) Devagar se vai ao longe: pode é já não estar lá ninguém quando chegares.

17) Filho de burro não pode ser cavalo: pode. E pode ser dragão, rato, cobra ou lagarto. Basta querer.

18) Filho de peixe sabe nadar: Gil do Carmo: Gil do Carmo, digo-vos.

19) Guarda prado, criarás gado: Guarda prado e vais continuar a guardar prado. Rouba uma ou duas cabeças ao teu patrão e daqui por uns anos de certeza que crias gado.

20) Imita a formiga e viverás sem fadiga: Imita a cigarra e vais cantar o ano inteiro. No Inverno bate à porta da formiga. Ela gosta.

Escrito por Vítor

Março 4, 2009 em 4:50 pm

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WordPress

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Ando cá a pensar em migrar o blogue para outro sitio.

Este blog iniciou-se no Blogger (com outro nome na altura) há uns anos atrás e migrou para aqui por causa do user-interface que é muito mais limpo, muito mais funcional e muito mais owner-friendly. O problema é que os temas são pouco user-friendly. As widgets (essas tretas que estão à vossa direita) são muito rudimentares no serviço básico da wordpress (entenda-se: grátis) e nunca consigo publicar um videozito, uma imagem, uma coisinha diferente sem ser nos posts. O Blogger por seu lado tem imensa coisa que se pode experimentar. O Blogs no Sapo é outra das hipóteses.

Não sei, aceitam-se sugestões. (O novo local tem de permitir a migração total dos posts, de outra forma não me mudo)

O sonho era o TypePad foi aí que li o primeiro blog da minha vida “Seth’s Blog” do Seth Godin. Mas não têm versão grátis, temos pena.

Escrito por Vítor

Fevereiro 23, 2009 em 2:32 pm

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Um instante

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o-nariz

Estás numa fila da Loja do Cidadão e tens 100 pessoas à tua frente. Estás num local onde chegaste duas horas antes da hora combinada. Estás em casa, com coisas por fazer e um dia completamente planeado, à excepção daquele bocadinho que ocupa a digestão do almoço enquanto bebes um café. Pois então, este livro é para ti e agora.

Gogol escreveu esta pequena sátira e durante anos não permitiu a sua publicação. O simples facto da minimalista obra ter sido publicada (depois da insistência do seu amigo A.Pushkin) na Sovreménnik ao invés de ter sido queimada em conjunto com grande parte da obra do autor, nove dias antes deste morrer de fome (queimada por si mesmo, num acesso de loucura) torna obrigatória a sua leitura.

PS: Comprei na Bertrand para trocar dinheiro para o parque da Gare. Há dias de sorte.

Escrito por Vítor

Fevereiro 23, 2009 em 12:29 pm

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Weekly To Do

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- Ver o Revolutionary Road

- Ver o The Reader

- Ver o How to Lose Friends and Alienate People

- Ver o Dia em Que a Terra Parou

- Ver o The Royal Tenenbaums

- Ler o fim de To Kill a Mocking Bird

- Ler o fim de Coraline e a Porta Secreta

- Começar a ler O Círculo Fechado

- Começar a ler The Inheritance of Loss

- Escrever carta para a Andrada

- Escrever carta para a Bea

- Jogar Final Fantasy XII

- Comprar café. Muito importante: comprar café!

Escrito por Vítor

Fevereiro 22, 2009 em 4:41 pm

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Weekly To Do

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- Ver o Revolutionary Road

- Ver o The Reader

- Ver o How to Lose Friends and Alienate People

- Ver o Dia em Que a Terra Parou

- Ver o The Royal Tenenbaums

- Ler o fim de To Kill a Mocking Bird

- Ler o fim de Coraline e a Porta Secreta

- Começar a ler O Círculo Fechado

- Começar a ler The Inheritance of Loss

- Escrever carta para a Andrada

- Escrever carta para a Bea

- Jogar Final Fantasy XII

- Comprar café. Muito importante: comprar café!

Escrito por Vítor

Fevereiro 22, 2009 em 3:41 pm

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Weekly To Do

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- Ver o Revolutionary Road

- Ver o The Reader

- Ver o How to Lose Friends and Alienate People

- Ver o Dia em Que a Terra Parou

- Ver o The Royal Tenenbaums

- Ler o fim de To Kill a Mocking Bird

- Ler o fim de Coraline e a Porta Secreta

- Começar a ler O Círculo Fechado

- Começar a ler The Inheritance of Loss

- Escrever carta para a Andrada

- Escrever carta para a Bea

- Jogar Final Fantasy XII

- Comprar café. Muito importante: comprar café!

Escrito por Vítor

Fevereiro 22, 2009 em 3:41 pm

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Finalmente, chegou

with

icon-tropicoChegou ao Ishgaard finalmente (para mim finalmente, para vocês: o que é isto?!) a minha primeira aventura literária (literária é certamente uma palavra muito forte, mas vou deixar ficar). Escrevi este pequeno conto, que se chama Trópico de Waclov (o download pode ser feito também a partir do icon que está em cima) e ofereço-o (ya, obrigadinho!) a quem o quiser ler. A única permissa nesta oferta é: se virem nisto algum valor, então façam o favor de o transmitir livremente por quem entenderem. Obviamente este conto não está sujeito a direitos de autor e pode ser livremente impresso.

No blogue (ou no endereço que consta na Nota do Autor) podem ser transmitidas todo o tipo de reacções que quiserem. Desde já o meu obrigado aos que tiverem a coragem de fazer download. ;)

Escrito por Vítor

Fevereiro 19, 2009 em 2:06 pm

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You take me for granted because i please you

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People say she’s crazy
She’s got diamonds on the soles of her shoes
Well thats one way to lose these walking blues
Diamonds on the soles of her shoes

Ladysmith Black Mambazo & Paul Simon – Diamond on the Soles of Her Shoes

Escrito por Vítor

Fevereiro 19, 2009 em 10:08 am

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It serves me right to suffer

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It serves me right to be alone.

Escrito por Vítor

Fevereiro 18, 2009 em 9:26 pm

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Things You’ve Never Done

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Entretanto roubei

isto

daqui

e valeu muito a pena.

Escrito por Vítor

Fevereiro 18, 2009 em 4:32 pm

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La vida es una tombola

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Se eu soubesse que na escola e na faculdade não se ensina a viver, tinha trocado todos os dias de aulas, pelos livros que devia ter lido há 10 anos atrás. Não tinha feito faculdade. Não tinha ouvido os meus pais. Não tinha procurado um “bom emprego”. Não me tinha casado ( e por consequência não me tinha divorciado – mas quanto a isso não me arrependo). Não tinha feito tantos favores. Não tinha ouvido tanto. Não tinha compreendido tanto. Não tinha ido tanto. Não tinha aceite tanto. Não tinha tolerado tanto. Não tinha sonhado tanto. Não tinha esperado tanto. Não tinha visto tanto. Não tinha negociado tanto. Não tinha feito tantas vezes à sua vontade em vez da minha. E sim…

…se eu fosse o Maradona, também tinha vivido como ele. Antes 30 anos num sonho que 80 num pesadelo.

Escrito por Vítor

Fevereiro 18, 2009 em 12:17 pm

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Casamentos II

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Para acrescentar que sou totalmente a favor do casamento.

Isto é: do casamento enquanto celebração do amor entre dois seres. Sendo que esse amor é algo tão intrinsecamente esotérico, tão pessoal, tão privado e por vezes tão difícil de ser explicado a quem está de fora, que dado o seu carácter quase dogmático julgo que o único casamento que faz sentido é aquele que é celebrado dentro de um qualquer templo de uma qualquer fé. Esse é o lugar para se celebrarem dogmas e fés.

Os outros casamentos, os contratos, são idiotas e inúteis por natureza. Para que serve um papel assinado e dizer à sociedade que temos uma relação com alguém? Para quem chegar daqui ao Direito Sucessório: para mim é só mais uma forma de perpetuar as castas; uma forma de continuarmos a pensar “nos nossos” á frente dos Outros; a viver uma vida a pensar “no que cá deixamos para os filhos”. E daqui se chega facilmente à sociedade menos altruísta e ascética que se possa imaginar. A uma sociedade onde o jogo começa para todos em Casas-de-Partida diferentes. A nossa.

Igualdade?! Bullshit.

Escrito por Vítor

Fevereiro 17, 2009 em 1:28 pm

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Casamentos

com 2 comentários

Numa altura em que se fala tanto do casamento homossexual eu prefiro recuar um bocadinho e chegar só ao conceito de casamento. Casamento “na ideia latina do mesmo” como diz a Brigite.

Começo por dizer o que penso: o casamento civil é injusto e uma das razões principais no atraso dos povos.

Tudo o que pudesse querer dizer, resumo em seis perguntas que servem mais de tema de meditação que outra coisa.

1) Qual a razão legal para dois irmãos não poderem casar?

2) Porque é que um casal de 50 anos que nunca tenha tido filhos, paga menos impostos do que dois solteiros de 50 anos que ganhem exactamente o mesmo ordenado?

3) A questão do casamento gay deve ser vista como o alargamento de um direito ou uma restrição ainda maior de um grupo discriminado fiscalmente – os solteiros?

4) O Estado é laico?

5) De que serve saber-se o Estado Cívil de alguém?

6) Porque é que na Suécia os cidadãos entregam o IRS individualmente e cá, existe a figura do “casal”?

Escrito por Vítor

Fevereiro 17, 2009 em 12:31 pm

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Mensagem ao país

com 2 comentários

Bem, sendo que a Manuela Ferreira Leite (eu sei que na blogosfera se diz MFL, mas pronto) passa os dias entre a lide da casa e os discursos à hora do chá e que temos uma oposição com JPP e MRS que preferem ser comentadores, PPC que gostava mas não deixam, LFM que pensa que Portugal termina no Douro e os partidos marginais que acham que “é deitar tudo abaixo e fazer de novo como nas histórias de fadas” aqui fica o meu contributo para o país. Este seria o meu discurso ao país, já esta semana caso fosse primeiro-ministro.

Portugueses,

Portugal, a Europa, o Mundo vivem hoje o maior desafio de sempre na sua história. Esse desafio consistem em: construir um futuro para as nossas crianças, tratar o Planeta e melhorar as condições de vida dos povos. Este desafio é o maior de sempre, pelo simples facto de todas estes objectivos terem de ser atingidos de outra forma que não pelo uso da força, pela guerra. Em paz, portanto. Nunca foi feito e esta é a oportunidade de ficarmos na história da Humanidade pela transformação operada nas nossas sociedades.

Portugal é um país dividido. Muito mais dividido que o seu parlamento. É um país pouco solidário, dividido entre quem não tem e quem não quer dar. É excessivamente crítico, dividido entre quem quer fazer e quem não acha que se deva fazer. É pouco democrático, porque não acredita nos seus políticos. Não somos um país justo, porque não acreditamos na nossa justiça. Não somos desenvolvidos porque não acreditamos na nossa capacidade. Estamos doentes de falar da nossa doença e outros países, muitos, não têm uma situação muito diferente desta. Portugueses, é agora que temos de decidir sobre o nosso futuro e as opções não são claras. Não existe um plano infalível, mas existe a vontade de fazer o que está certo.

Estou aqui hoje, não para apenas para apresentar o novo programa de governo, mas em primeiro lugar para vos pedir ajuda. Pedir a ajuda de cada português, para ajudar a salvar a sua pátria. Chegou o momento em que todos podem realmente contar. Precisamos de trabalhar mais e melhor, todos. Não podemos continuar a produzir o que ninguém quer comprar. O emprego escasseia e todos os dias as multinacionais que nos usaram pelo nosso custo de mão-de-obra relativamente baixo, estão agora a prosseguir o seu caminho na direcção dos países emergentes. Só podemos contar connosco portugueses. Mas para podermos contar connosco, temos de fazer um esforço. Todos. Esse esforço tem de ser feito no mesmo sentido e cabe ao governo apontar o sentido e pedir que caminhemos juntos nele.

O caminho que queremos seguir, que vos pedimos que sigam connosco, é o do conhecimento. Porque só o conhecimento gera felicidade. Com isto passo a apresentar em traços gerais o novo programa de governo:

1) O Estado português não investirá em nenhuma nova infraestrutura de comunicação ou distribuição. Com isto quero dizer que cancelámos a construção do novo aeroporto de Lisboa, do TGV e das novas auto-estradas  – o país viverá com o que tem actualmente. Por outro lado as grandes obras públicas têm o defeito de criar má economia, sendo usadas para tirar do país o seu valor, transformando-nos num destino e anulando-nos como origem.

2) Será criado um programa de integração dos reclusos na construção civil. O governo entende que construir obras como as novas barragens, é uma forma muito mais digna de os reclusos pagarem a sua dívida à sociedade e ao país. Obterão em troca de trabalho gratuito, certificações profissionais que os valorizarão na vida além da prisão. As empresas de obras públicas que quiserem construir as nossas infraestruturas estarão assim obrigadas a usar estes recursos humanos.

3) O Estado financiará a criação da nova geração de empresários. Os nossos filhos. Estes empresários, deverão substituír os maus empresários  que existirem no nosso sistema, em livre concorrência e por competência. Para isso, o governo isentará a partir do próximo ano lectivo todos os cursos, do pagamento de propinas. O programa de fornecimento de manuais gratuítos será extendido à totalidade do ensino e do país, incluíndo o ensino superior. Os pais dos alunos que tiverem aproveitamento positivo na sua educação, serão isentados do pagamento de IRS enquanto essa condição se verificar. Serão criadas nos currículos escolares desde o nono ano de escolaridade, novas disciplinas de apoio ao empreendedorismo. As escolas passarão a dispôr de uma verba anual para concretizar alguns dos melhores projectos propostos pelos seus alunos. Os estudantes de ensino superior passarão a ter direito à habitação sem custos, sempre que comprovadamente emancipados e durante o período em que forem estudantes.

4) O mercado de capitais, o epicentro desta crise, deixará de funcionar pelas regras internacionais como castigo pelo seu mau desempenho. Portugal passará apenas a dispor de 4 semanas por ano para a transacção de títulos. As empresas cotadas em bolsa passarão a reportar contas ao Estado trimestralmente e após a data de fecho deste prazo, os títulos poderão ser negociados com base nas mais recentes informações financeiras apenas durante uma semana. Totalizando quatro semanas, referentes aos quatro trimestres.

5) A banca, sujeito imprudente que comprou os produtos que nos arrastaram para a crise será totalmente nacionalizada. Até que existam garantias de uma regulação mais forte no sector, o Estado ocupará os cargos de administração de todas as entidades bancárias. São revogados todos os bónus de desempenho em vigor nas administrações, esse mesmo valor reverterá como proveito para as contas públicas.

6) É proíbida a celebração de novos contratos de financiamento ao consumo das empresas para-financeiras.

7) As Forças Armadas serão reestruturadas. Portugal manterá apenas o contingente exigido pelos pactos internacionais como a NATO e não fará qualquer investimento para além desse limite. As restantes forças armadas e todo o seu equipamento serão integradas, sem perda de condições laborais na Polícia de Segurança Pública  para que cada português possa circular livremente e em segurança.

Portugueses, eu sou só uma pessoa. Este plano de nada vale sem o apoio incondicional de toda a nação. Com garantia da minha isenção, hoje mesmo deixo o meu cargo de secretário-geral do Partido Socialista e pedirei a minha demissão do cargo de Primeiro Ministro, forçando eleições antecipadas e apresentar-me-ei às próximas eleições sob a condição de independente. Como políticos, devemos ser nós os primeiros a demonstrar a nossa vontade de mudar. Para isso, ainda hoje convidarei todos os líderes e principais dirigentes de todas as forças políticas nacionais a tomarem uma decisão fulcral para o futuro da nação: demitirem-se dos seus partidos e juntarem a mim e ao meu projecto, ou a apresentarem outro plano alternativo a este sob a forma partidária que entenderem.

Portugal precisa de todos nós e todos nós somos abençoados neste preciso momento com a possibilidade de fazermos o que está certo.

Escrito por Vítor

Fevereiro 16, 2009 em 3:52 pm

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Primos

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perfect_strangers-show

Encontrei este sábado uma prima que não via há 6 anos.

De todas as emoções (e aqui as emoções têm todas o devido desconto pela hipocrisia de nada termos feito para nos mantermos em contacto) quero escrever sobre duas. Primeiro, a emoção de encontrar mais um familiar com quem tenho afinidade orgânica. E bem sabemos como é diferente ter-se afinidade orgânica, de se ter afinidade “porque sim” ou “porque os pais se encontram regularmente.” Com as grandes excepções que são os meus dois primos que mais gosto e que são como irmãos para mim, não existia até aqui mais ninguém da minha geração que soubesse* que provavelmente ficará na minha vida. Acrescenta-se a isto o facto de esta prima, carregar com ela o meu apelido e ser provavelmente a única (à excepção do meu filho) pessoa no futuro com quem terei essa ligação.

É bom conhecer, mas também é bom encontrar. Até porque, não tenho passado e o futuro é a minha Casa.

*soubesse – no sentido de “tenho a sensação que” ou “gostava mesmo que assim fosse”

Escrito por Vítor

Fevereiro 16, 2009 em 12:29 pm

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Frasesinhas

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grouchomarx1

Uma das tendências da malta mais culta é sempre usar frasesinhas, citações, pequenos aforismos de alguma coisa que alguém disse como se isso por si só garantisse a razão e que é verdade o que aquela pessoa disse.

Não é pouco frequente (podia dizer “É frequente..” mas apeteceu-me dar-vos um nó no cérebro só para passar o meu estado de espírito de segunda-feira de manhã) que eu próprio use essas frases, mas aqui a razão prende-se com o facto de ser na maioria das vezes imperceptível pelas minhas próprias palavras, por isso procuro usá-las o menos possível.

Dentro das minhas citações preferidas (e postar citações é um atalho de pensamento perfeitamente válido para uma sonolenta manhã de segunda-feira)  estão as de Groucho Marx o comediante americano. São perfeitas para utilizar especialmente em eventos sociais e desafio o leitor a encaixar uma pérola destas num serão de ameno convivio entre pares, nas ocasiões que este vosso servo exemplificará:

Quando um gajo fala desmesuradamente sobre a carreira durante uma noite inteira, pode-se perfeitamente dizer-lhe (a ele e aos seus legos):  Um em cada mil homens, nasce para ser líder. (pausa para aceno com a cabeça do interlocutor) Os outros novecentos e noventa e nove, seguem as mulheres.

Quando uma mulher tirar crédito pelos sucessos do marido: Por trás de um grande homem está sempre uma mulher. Atrás dela, está a mulher dele.

Na presença da pessoa mais chata da noite: “Não olhes agora, mas acho que está aqui alguém a mais e és tu.”

Para atar o cérebro de alguém: “Não posso dizer que não discordo de ti.”

Uma que fica sempre bem na despedida: “Diverti-me imenso. Mas não foi hoje.”

E para quem prefere rejeitar o convite logo ao telefone: “Não me apetece fazer parte de um grupo, que me tem a mim como membro.”

De nada.

Escrito por Vítor

Fevereiro 16, 2009 em 10:07 am

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Atraso

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Talvez o maior sinal de atraso que observo no povo português, seja o facto de estar a ver o noticiário e em todas as notícias aparecerem pessoas a dizer “pois….o governo tem que….”. Fica demonstrado que o país tem os políticos que merece, pois olha para eles como mais do que governantes, olha para eles como responsáveis por todo e qualquer detalhe da sua vida.

Entretanto (com números de quem está inside) as marcas de leite e iogurtes cairam 40% em média desde o ano passado (porque se compra agora mais leite e derivados de marca branca) e os ambientadores domésticos de marca cresceram 4%. É o pequeno luxo, que veio substituir os investimentos substanciais das famílias (férias, carros, etc.)

Escrito por Vítor

Fevereiro 15, 2009 em 9:11 pm

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Porrada nas escolas

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superpato1

A semana passada foi a miúda que apanhou durante uma hora e ninguém viu. Ninguém a viu ser espancada (durante uma hora!) ninguém a viu ir ao bar a seguir carregada por dois colegas; ninguém a viu sair da escola ensanguentada. Ninguém a viu.

Esta semana foi um professor que foi espancado por um tio de uma criança que lhe fez uma espera à porta da escola. O que também não percebo porque se fez uma espera e efectivamente “esperou” sabendo o professor que ele lá estava “à coca” bem que podia ter arranjado um pau ou umas pedras da calçada para lhe desfazer logo a trombinha toda mal ele começasse a ter a ideia de dar um passo em frente.

Gosto especialmente da blogosfera nestes dias. Divide-se entre:

- os bota-abaixistas do costume, normalmente corporativistas do “baralha e volta a dar, a ver se tenho tempo de chegar à reforma antes de isto ir para a frente”  ou apenas adeptos do “I Hate PS”.

- os urbano-compreensivos do “não não, as crianças que agrediram estavam só a exteriorizar a violência que a sociedade bla bla bla.. e o car… que os f….”

- e os saudosistas do “no meu tempo dava-se com a cabecinha desses piratas contra o quadro, até lhes rachar o melão para ver se aprendiam” como se o antigamente não tivesse produzido esta geração da treta que nos prodiziu a nós, os rascos. (que por nossa vez produzimos estes animaizinhos).

No fundo, a questão resume-se sempre a tentar perceber quem é que independentemente dos seus interesses, se dispõe a contribuir com alguma coisa que efectivamente ajude na prática a andar para a frente. Para mim, desta história toda, só se salvam os miúdos que ainda tiveram a coragem de ir contra a vontade dos pequenos bandidos, pegaram na miúda e levaram-na a casa sem que ninguém visse.

O Super-Pato é que cagava nos Metralhas e passava despercebido pelos guardas.

Fazem falta super-heróis, nesta terra de mandriões.

Escrito por Vítor

Fevereiro 13, 2009 em 3:08 pm

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Twitter

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twitter

Para quem ainda não reparou na sidebar (talvez ofuscado pelo magnífico template que o blog tem agora para a colecção Primavera/Verão) existe agora uma nova funcionalidade: o Twitter.

Para quem já ouviu o termo mas não sabe o que é, aqui fica a breve explicação: o Twitter não é carne nem peixe. Não é blog nem messenger. É… uma cena que foi criada para as coisas mais banais. Só permite posts até pouco mais de 100 caracteres e é um local onde se postam os estados de espírito/coisas que estamos a fazer ou a pensar ao longo do dia.

Para quem se registar, pode depois passar a seguir pessoas que conheça ou admire e saber algo acerca do seu dia-a-dia.

Um exemplo: quando chegamos ao pé de um amigo não dizemos logo “Eh pá, já viste a situação do desemprego?” o que nos liga é essencialmente o mais banal e quotidiano. São essas coisas que se publicam no twitter, permitindo uma maior aproximação dos nossos amigos. “Estou a limpar a casa” – “Fui ver o filme x” – “Ando um bocado preocupado com isto que me está a nascer atrás da orelha” esse tipo de coisas ;)

O twitter na sidebar é a minha prenda para os meus stalkers. Façam bom proveito! :P

Escrito por Vítor

Fevereiro 13, 2009 em 10:32 am

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Ainda sobre os críticos de Slumdog

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Parece que o Bruno Nogueira pensa exactamente o que eu penso sobre o filme e mais especificamente sobre a crítica ao filme.

Depois de fazer o exercício de empatia para com os críticos julgo que achei finalmente a falha do seu arquétipo de raciocínio. O crítico que critica Slumdog como pornográfico e a pior visão sobre a Índia, não admite que possa existir cinema metafórico fora do círculo do cinema feito por psico-fodidos. Quando um psico-fodido faz um filme de três horas sobre um gajo sentado a uma mesa a abrir caixas de fósforos, isso representa a angústia em que o mundo vive e quanto o ser humano procura novos caminhos para a sua evolução – isto pelo simples facto de ninguém compreender o filme.

Quando um realizador é aclamado por fazer um filme que as massas gostam, jamais se pode por a hipótese de esse filme representar uma gigantesca metáfora em torno daquilo que é a vida nos seus patamares de qualidade mais baixos. Cheira a merda dizem eles.

Mas percebe-se. Não é estilo, é feitio.

Escrito por Vítor

Fevereiro 12, 2009 em 6:02 pm

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Crise!

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Para mim, não existe verdadeiramente crise e insustentabilidade financeira em nenhum agregado familiar onde algum dos seus membros seja fumador.

Escrito por Vítor

Fevereiro 11, 2009 em 7:14 pm

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Cinema (e do que penso das artes em geral)

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Quando vejo alguém criticar veementemente alguma arte penso sempre nas suas motivações.

Mesmo que se queira partir (embora não exista aqui relação) do post anterior, é possível fazer a mesma pergunta: existirá assim tão má arte ao ponto de provocar náuseas ao público? Julgo que não. Por exemplo: dizer que Slumdog não é bom, é razoável, é uma opinião. Dizer que tenta passar uma imagem errada da Índia, que é ofensivo porque não mostra coisas boas, etc etc, é exagerado.

E é exagerado porque as pessoas querem ver a verdade em 90 minutos. Querem que o filme (neste caso, mas poderia dizer, o quadro, a música) representa a total realidade de algo. Isso é impossível. Quanto muito representa a realidade que determinado artista captou. Um dos erros mais comuns na crítica de cinema é exigir-se que este seja mais jornalismo do que arte (curiosamente, pede-se aos jornalistas que sejam mais dramáticos e cinematográficos que nunca).

Quando tiramos duas fotos e entre elas damos um passo para o lado, a fotografia que se obtém é diferente. É até possível que objectos ou pessoas desaparecam ou se revelem de uma para a outra. A realidade, é o conjunto de todas as fotografias a cada milésimo de segundo, tiradas sob todos os pontos de vista possíveis. Essa realidade é impossível de meter num filme, num quadro, numa música.  Por muito que alguns arautos digam que sim, julgo que isso apenas revela que encontraram uma visão semelhante à sua. Nada mais. Nada…mais.

Escrito por Vítor

Fevereiro 11, 2009 em 2:03 pm

Publicado em A minha vida / My life

Crítica de uma crítica

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Este post é escrito por um ignorante em matéria de onde nos devemos situar para sermos grandes apreciadores de cinema.

Li a crítica de Vasco Baptista Marques ao filme Slumdog Millionaire e lembrei-me de Vasco Pulido Valente quando dizia que “Não li Equador, mas algo que foi escrito por MST não pode ter valor literário.”

O crítico do jornal Expresso, atribuí uma bola negra (para quem não conhece, é o mais baixo rating que um filme pode ter no Expresso) sustentando-a com o argumento de que o filme é pornográfico. Que é a plastificação da miséria, tornando-a objecto de consumo rápido. Fast-foodização da miséria humana, realizada por um realizador que não sabe interpretar realidades diferentes e se limita a apresentar a perspectiva ocidental sobre o oriente.

Pois. Isto é cinema para começar. E quando me lembro de Wild Strawberries de Ingmar Bergman penso: “Seria necessário demonstrar a angústia deste homem pelo tempo que já não tem? Não será isso tambem pornográfico?” e acho que não, porque o cinema precisa (para um ignorante que não sabe onde se deve situar para poder ser verdadeiro apreciador de cinema) de passar emoções e isso faz-se com recurso à diversas ferramentas dramáticas, entre as quais a enfatização da realidade. Quando me lembro de Metropolis de Fritz Lang, penso: “Que verdadeiro conhecimento do futuro teria o realizador? Nenhuma das invenções do filme, se verificaram inventadas quase 100 anos depois. O homem não se tornou naquilo, nem mesmo metaforicamente.” teria o realizador F.Lang sido capaz de se distanciar da sua própria ideia dos Outros, quando os Outros aqui são “os do futuro”?Ambos estes filmes são impossíveis de criticar negativamente, sabendo-se que o crítico que o fizer perde imediatamente o seu crédito junto dos seus pares.

O cinema que os críticos gostam é o cinema (que eu também gosto e a palavra-chave aqui é Também) incompreensível. Porque isso justifica a sua profissão entre outras coisas. É o cinema feito na perspectiva mais fechada, mais íntima de realizadores que não vendem milhões, da sua própria vida (e muitas vezes das suas distorções da vida). Filmes de leste, franceses e italianos merecem logo à partida só pelo facto de serem feitos nota positiva. Tudo o que o crítico vir ali (mesmo que não esteja lá, porque muitas vezes uma película é só uma película) são pontos a somar à nota final.

Quero com isto dizer que é fácil atribuir uma grande nota a Bienvenue Chez Les Ch’tis (e não está em causa a genialidade do filme) porque para além de ser francês, cumpre ainda o doce romantismo dos europeus psico-fodidos com todos os traumas e mais alguns porque não sabem o que fazer com tanto bem estar. Mulheres birrentas e homens introspectivos. Mas é por outro lado ainda mais fácil dizer à partida, como VPV disse de MST: “se o mundo de Hollywood gosta de Slumdog Millionaire, então é porque não deve prestar…quase de certeza.”

O filme é excelente e eu não me tomo por um idiota qualquer.

Escrito por Vítor

Fevereiro 11, 2009 em 12:00 pm

Publicado em A minha vida / My life